É seguro sentir

Sempre amei comemorar meu aniversário com uma boa festa, reunindo as pessoas que mais amo.
Mas, neste ano, a vida me solicitou algo diferente: silêncio, pausa, recolhimento, aprofundamento.

Entendo que, muitas vezes, tentamos fingir que nossas sombras não existem. Mas, quanto mais as negamos, mais reforçamos uma ideia de identidade que, na verdade, é apenas uma couraça. Uma armadura construída pelo ego, que aprendeu de forma equivocada como a vida realmente funciona.
Ele acredita que precisa esconder e proteger o ser verdadeiro que habita dentro de nós. E, até certo ponto, há algo de ingênuo, quase terno, nessa tentativa.
Mas chega um momento em que essa estratégia deixa de funcionar e, pior, passa a nos impedir de viver uma vida genuinamente boa, alinhada com quem somos em essência.

Se você eliminasse todos os seus apegos, todas as suas inseguranças, todas as suas amarras…
o que restaria?

É exatamente aqui que eu estou.
Nesse meio do caminho.

Ainda apegada a um eu antigo, porque essa é a história conhecida pelo meu cérebro. Ele entende o conhecido como seguro. Mas, ao mesmo tempo, já flerto com uma nova versão de mim. Uma versão que, na verdade, sempre existiu, apenas ainda não havia sido reconhecida.

Uma versão mais livre, mais leve, mais sensível, mais emocional.
E estou começando, finalmente, a compreender, 28 anos depois, que é seguro sentir.

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Este é o primeiro texto do meu blog aqui no site.
Um começo simples, honesto, do jeito que a vida tem me pedido.

Se quiser acompanhar mais reflexões como essa, estou presente também no Instagram, onde compartilho outros fragmentos do que venho vivendo e elaborando.
Mas, a partir de agora, este espaço também passa a ser casa. Um lugar de pausa, de profundidade e de permanência.

Seja bem-vinda(o).

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