De todas as vezes em que eu me perdi de mim, foram minhas melhores amigas que me deram as pistas de onde eu deveria redirecionar o olhar para me reencontrar.

Acho que uma das formas de saber que você está em uma amizade que vale a pena é sentir aquele gostinho de poder ser inteira. Ser valorizada, vista e reconhecida. Conseguir estar completamente vulnerável e, ainda assim, se sentir segura.

É aquele lugarzinho em que seus piores defeitos e suas melhores qualidades conseguem coexistir. Você não precisa se explicar o tempo todo. Não precisa ser menos, nem mais. Existe espaço para simplesmente ser.

Certa vez, eu estava passando por um momento turbulento relacionado ao luto de uma amizade e, no meio disso, comecei a duvidar de mim. Uma das minhas melhores amigas me disse, com um tom genuíno de muito amor e, ao mesmo tempo, de uma bronca bem dada:

“O que você ouviu está fazendo você duvidar de você. Mas é isso que faz eu te amar. Eu te amo exatamente por aquilo que você é.”

Eu fiquei pensando nessa fala dela por muito tempo e entendi que pra mim, um pouco da definição de amizade passa por aí: quando, por algum motivo, você deixa de se reconhecer, sua amiga está lá, te lembrando como retornar pra casa.

Foi aí que entendi como é fundamental encontrar amigas que façam você perceber que não há nada de errado em existir do jeito que você existe.

O amor feminino é poderoso. Uma amiga sempre sabe.